Resenha: Um Capricho dos Deuses, de Sidney Sheldon


Sidney Sheldon é um dos escritores que me fez tomar gosto pela leitura. Ainda no ensino fundamental a bibliotecária da escola me recomendou um livro dele - A Ira dos Anjos, meu preferido até hoje - e depois disso não parei mais de ler suas obras. Vez ou outra me deparo com livros dele em sebos, como foi o caso desse aqui. E dei sorte, Um Capricho dos Deuses era um dos poucos que ainda não havia lido do autor. Hoje, apesar de não considerá-lo mais meu escritor favorito, ainda guardo um carinho muito grande por essas histórias sobre mulheres incríveis que me fizeram criar o hábito de ler. 

Um Capricho dos Deuses nos apresenta Mary Ashley, uma simples professora do Kansas que vê sua vida mudar totalmente ao ser convidada pelo Presidente dos EUA a se tornar Embaixadora na Romênia. 

O estilo do autor se mostra em cada página do livro, e para quem já leu muitos dele Um Capricho dos Deuses acaba ficando muito parecido com inúmeras outras histórias. Mas nem por isso deixa de ser bom. Sempre gostei do foco nas mulheres que o autor dá, raros livros de Sheldon trazem um homem como figura principal ou mesmo num posto equivalente a personagem feminina central da trama. 

Mary Ashley é representada sob diversas facetas e podemos acompanhar suas decisões no campo profissional tanto quanto no pessoal, enquanto a personagem lida com a perda, o luto e a criação dos filhos. Além disso, nesse livro Sheldon conseguiu dar uma aula de história em palavras simples e de forma resumida sobre a situação dos países da Cortina de Ferro nos anos oitenta. 

A primeira parte do livro é bastante descritiva, apresentando muitos detalhes sobre a situação política da época e mesmo fazendo a apresentação dos personagens. Essa parte do livro pode ser um pouco maçante, mas assim que a história engata não há como parar de ler, a curiosidade é muito grande. 

As reviravoltas na trama são óbvias do estilo do autor, mas mesmo assim conseguem surpreender e cativar. O ritmo do livro é ótimo, a leitura flui facilmente e é um ótimo passatempo. Adoro ler livros assim entre um e outro mais "sério", ajuda muito a relaxar a mente e curtir a leitura sem grandes pretensões. 

No mais, Um Capricho dos Deuses não é um dos melhores livros de Sidney Sheldon, nem Mary Ashley uma de suas melhores mocinhas, mas a leitura é agradável e vale a pena. São 425 páginas de um sucesso de vendas que não decepciona. 

Um comentário:

  1. Parece ser um livro muito bom, e seu carinho pelo escritor é lindo, eu acho que ele deve ter alcançado a meta dele tendo leitores como você com suas obras. Imagino que eu ficaria muito feliz com isso <3
    Sexo, Fraldas e Rock'n Roll

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