OOTD: Sweater Cinza e Jaqueta com Rebites


Oi gente! O outfit de hoje é um que gostei demais - resgatei essa saia preta justinha que não usava há séculos e combinei com a jaqueta de couro com rebites dourados e o sweater cinza que chegou semana passada da She In, inclusive, chegou bem rápido. Gostei muito dessa combinação! Antigamente eu era muito encanada com meu quadril ao usar peças justas nessa área, mas hoje nem ligo mais, achei até bonito. E gostei muito da jaqueta com a saia justinha, por ela ser mais comprida e larguinha acaba não combinando tanto com saias rodadas. 

Pra aquecer, meia-calça grossa, coturnos e é claro, blusinha embaixo do suéter. Essa semana não está muito fria por aqui, mas essa é uma roupa ótima pra ir num barzinho à noite sem passar frio :3 








Sweater: She In | Jaqueta: Style Moi | Coturno: Vilela Boots


O batom é o Amora Matte da Avon (resenha aqui) e o esmalte é o Parei a Festa, também da Avon. A gargantilha de alien e o anel de cabra são do Aliexpress. 


E vocês, gostaram do look de hoje? Me contem aí nos comentários :3

Resenha: O Tigre na Sombra, de Lya Luft


O Tigre na Sombra é o segundo livro da Lya Luft que tive o prazer de ler. Comprei nas férias, quando fui para a praia, numa tabacaria com poucos livros, mas esse me chamou a atenção - já queria ler outro dessa autora há algum tempo. 

Pela segunda vez me surpreendo com a incrível capacidade que a autora tem de criar uma atmosfera tão envolvente e de nos apresentar a uma história simples porém tão emocionante num número de páginas tão pequeno - 128, que podem ser lidas numa única tarde livre. A leitura flui num ritmo impressionante e logo nas primeiras páginas nos sentimos absorvidos pela história. 

O livro é narrado em primeira pessoa pela personagem principal que é, ao mesmo tempo, Dolores e Dôda - assim, uma pessoa só, mas dividida em suas duas faces: Dôda, a menina sonhadora e Dolores a realista. 

Dôda é uma menina que nasceu com uma perna mais curta que a outra e convive com a rejeição da mãe e o carinho de um pai alcoolista, anulado pela mãe autoritária. Ela tem uma irmã, Dália, a qual chama de "perfeita" - Dália é bailarina, tem as duas pernas do mesmo comprimento e todo o carinho da mãe, sempre disposta a desculpá-la.


Admiro o dom de Lya em transformar uma história que a princípio é bem simples em algo tão mágico e fascinante. Acompanhamos Dôda e Dolores em sua batalha interna e outros personagens da família, como a mãe, o pai, a irmã "perfeita" e também seus avós, que vivem na praia, na Casa do Mar. Os avós são o porto seguro de Dôda, e a Casa do Mar seu refúgio.  

Na obra, a realidade e a fantasia se misturam, com Dôda ora enxergando sua outra parte ao ver-se no espelho (Dolores), ora vendo um lindo tigre de olhos azuis no quintal de sua casa. Acompanhamos o crescimento e amadurecimento da personagem principal, seu enfrentamento aos padrões de beleza que posteriormente pairavam em sua cabeça dizendo que jamais poderia ser amada, sua rebeldia adolescente, seus amores e desamores na vida adulta... e o crescimento dos demais personagens também, com suas histórias interligadas. 

Em diversas passagens a leitura é muito emocionante, cheguei a chorar em alguns momentos. Aborda a questão da morte enquanto Dôda cresce e seus familiares morrem. A leitura flui de um jeito muito singular, não consigo comparar o estilo de escrita da Luft com o de nenhum outro autor, é realmente muito particular e bonito. 

Indico para qualquer pessoa que queira um livro fácil e rápido de ser lido, mas ao mesmo tempo tão profundo, marcante e emocionante.

Filmes Assistidos Recentemente


Oi gente! Na semana passada não teve, mas hoje tem filminhos por aqui - e três dos bons! Espero que vocês curtam as indicações tanto quanto eu gostei ^^ 

1. Adivinhe Quem Vem Para Jantar (1967)
(drama, romance)


Em São Francisco, Matt Drayton e Christina Drayton, um conceituado casal, se choca ao saber que Joey Drayton, sua filha, está noiva de John Prentice, um negro. A partir de então dão início à uma tentativa de encontrar algo desabonador no pretendente, mas só descobrem qualidades morais e profissionais acima da média.


Começando com o meu preferido dos três, esse entrou para a minha lista de favoritos e é um filme realmente incrível. Há cinquenta anos atrás o casamento entre pessoas de cores diferentes ainda era proibido em diversos lugares, inclusive muitos estados dos EUA. O relacionamento entre uma mulher branca e um homem negro e a reação da família de ambos é o cerne dessa obra, assim como as implicações sociais deste relacionamento para a época. Não é um filme que funciona só sob o pretexto do ano, a obra é realmente memorável e o racismo infelizmente não morreu no século passado, a mensagem é atual de qualquer forma. Os diálogos e as atuações são alguns dos pontos fortes do filme. Enfim, vale muito a pena assistir. Para assistir online, clique aqui

2. Zodíaco (2007)
(drama, mistério, policial)


1º de agosto de 1969. Três cartas diferentes chegam aos jornais San Francisco Chronicle, San Francisco Examiner e Vallejo Times-Herald, enviadas pelo mesmo remetente. A carta enviada ao Chronicle trazia a confissão de um assassino, dando detalhes da morte de 3 pessoas e da tentativa de homicídio de outra, com informações que apenas a polícia e o assassino poderiam saber. As três cartas formavam um código que supostamente revelaria sua identidade ao ser decifrado. O assassino exigia que as cartas fossem publicadas, caso contrário mais pessoas morreriam. Um casal de Salinas consegue decodificar a mensagem, mas é Robert Graysmith, um tímido cartunista editorial, que descobre sua intenção oculta: uma referência ao filme "Zaroff, o Caçador de Vidas" (1932). Os assassinatos e as cartas se sucedem, provocando pânico na população de San Francisco. A situação faz com que os detetives David Toschi e William Armstrong e o repórter Paul Avery, que trabalham no caso, tornem-se celebridades instantâneas. Graysmith, que trabalha no mesmo jornal de Avery, apenas ajuda quando lhe é permitido. Mas o Zodíaco, como o assassino era chamado, estava sempre um passo a frente.


Zodíaco é um filme que eu já havia ouvido falar bem e me deparei com ele num dia, zapeando pela TV. Acabei assistindo e gostei bastante. É um filme longo, com quase três horas de duração, mas que consegue manter o espectador interessado. É uma história baseada em fatos reais, e mais um filme sobre um serial killer pode até parecer clichê, mas para quem gosta desse tipo de obra, é bastante interessante. Foca tanto nos crimes quanto na investigação destes e o crime, aliás, nunca foi totalmente solucionado. Eu gosto de filmes sobre serial killers, mas quis assistir mais pela direção do David Fincher (de Clube da Luta, Garota Exemplar, Seven, O Curioso Caso de Benjamin Button, entre outros) e não me arrependi. Para assistir online, clique aqui

3. Bridegroom (2013)
(documentário)


Bridegroom é um documentário intensamente pessoal sobre o debate em curso sobre os direitos legais de casais do mesmo sexo. Entrevistas, fotos e vídeos das testemunhas e de todas as ligações incomuns que reuniram Shane Bitney Crone e o seu esposo Tom. Durante seis anos, eles permaneceram unidos, apesar dos desafios extremos, tanto da família e da sociedade, até que um trágico acidente acabou com os seus sonhos. Agora é preciso lutar para que Shane seja reconhecido como interlocutor legítimo de sua alma gêmea. 


Eu já havia visto um vídeo curtinho sobre essa história no youtube, nem tinha conhecimento sobre o documentário, e me deparei com ele na Netflix - fui assistir na hora, né? É a história real de Shane que vivenciou não só a dor de perder um companheiro, mas também o descaso e a traição da família deste - que tiraram tudo o que os dois construíram juntos, e o impediram até de entrar no velório do próprio namorado. Histórias como essa serviram para auxiliar na legalização do casamento lgbt nos EUA, porque questões simples como herança, divisão de bens e direitos legais ficam seriamente comprometidas sem isso. O documentário é muito triste, muito pessoal, nos faz adentrar a vida dos dois e a sensação é de que os conhecemos intimamente, e isso emociona ainda mais. É aquele tipo de filme triste, mas necessário. Para assistir online, clique aqui. *Disponível no Netflix


E por hoje é isso :) Espero que vocês tenham gostado. Já conheciam algum destes filmes? Ficaram afim de assistir algum? Me contem nos comentários ^^ 

OOTD: Vestido Estampado e Cardigã


Oi gente! Peço desculpas pelo sumiço na última semana, mas as vezes a vida chama e o tempo pra pensar em posts fica curto - estou no finalzinho do semestre e cheia de provas e trabalhos finais, mas boa parte acaba essa semana <3 

Esse outfit eu já usei mil vezes, sempre mudando alguma coisinha ou outra, mas eu amo usar esse vestido no inverno - dos que tenho, ele é o mais apropriado para a estação. Tem as mangas longas, forro e é feito num tecido mais grosso, enfim, ele é bem quentinho mesmo (e ainda rola usar uma blusinha por baixo, hahah). Completei com o cardigã bordô, um slipper que estava encostado há seculos e alguns acessórios - achei essa combinação fofinha, diferente do que costumo usar, mas me senti bem a vontade. 

Não é difícil usar um vestido estampado várias vezes, mas é uma tarefa mais complicada usá-lo de formas diferentes. Não vejo um leque de opções muito grande com esse vestido de gatinhos, acabo usando mais com casaquinhos finos como esse cardigã ou sobretudos que cheguem ao mesmo comprimento dele - mas é uma peça que adoro e uso muito, afinal de contas. Acho que no fim das contas, tudo depende do nosso estilo e do que é mais importante pra gente ou não. Tem um look mais antiguinho com ele aqui no blog - aqui











Vestido: Oasáp | Cardigã e Cachecol: Renner | Slipper: Moleca
O batom é o Amour nº30 da Panvel (resenha aqui) e o esmalte é o Poção do Amor da marca Jade

Esse ossinho que estou usando no cabelo comprei no aliexpress - foi bem baratinho, não tenho o hábito de usar coisas no cabelo (sempre acho melhor sem...) e sei que não vou usá-lo muito, mas achei tão bonitinho huahhuah O link dele é esse aqui. O anel de camafeu é da loja É Tipo Audrey

Claro que uma roupinha dessas só deu pra usar numa tarde bem ensolarada aqui no RS, né? Porquê o frio não tem dado trégua haha

E vocês, gostaram do outfit de hoje? Me contem aí nos comentários <3

Resenha: Tintura Koleston Preto Azulado


Oi gente! Eu já comentei algumas vezes aqui no blog que tinjo meu cabelo há anos de preto azulado (aqui tem um post sobre meu cabelo) - e há bastante tempo uso essa tintura da Koleston também. Fiz uma pausa para testar outras tintas, inclusive resenhei a da MaxTon (aqui!), mas não adianta, acabei voltando pra essa por vários motivos que conto ao longo do post. 

Já faz mais ou menos um mês que tingi meus cabelos, tanto a raiz quanto o comprimento, pois fazia uns três meses desde a última aplicação da MaxTon. Mesmo assim, meus cabelos não estavam desbotados, porque uma das vantagens (ou desvantagens, depende do seu objetivo) da MaxTon é que a cor não sai por nada. Mas a hidratação (ou a falta de ressecamento) que a Koleston proporciona não tem igual. 

Depois de testar quase todas as outras tintas de farmácia (não consegui testar a Luminous, porquê aparentemente não vende mais por aqui) adotei a Koleston definitivamente. O preto que ela deixa nos fios é vibrante, dura o tempo prometido (6 semanas) e mais, não resseca os fios e acompanha um condicionador e um sachê de reposição de cor, para ser usado após quinze dias. Esses dois produtos acabam fazendo bastante diferença, pois ajudam na manutenção da cor e o condicionador também deixa os fios bem brilhantes. 

Além desses produtinhos especiais, a caixinha contém os produtos básicos para tintura: emulsão, tinta e um par de luvas, além de um folheto explicativo. O cheiro da tinta é forte, normal, mas nada insuportável. 

Os únicos pontos negativos da Koleston são: ela não dura tanto quanto outras tintas, mas em compensação para que o pigmento impregne tanto nos fios, outras tintas precisam de componentes bem mais agressivos aos cabelos, o que acaba causando ressecamento. Por isso, esse ponto acaba valendo a pena pra mim - não adianta deixar a cor bonita e o cabelo ressecado, né? Achei que a MaxTon não tivesse ressecado meu cabelo, mas só depois de voltar para a Koleston é que percebi o tamanho da diferença. 

Outro ponto negativo da Koleston é que a tinta continua soltando pigmento durante as lavagens por pelo menos uma semana. Acabei manchando toalha e blusa branca por isso :( Então cuidem nas primeiras lavagens! 

Mas fora isso, é sem comparação. Não precisei hidratar meus cabelos que nem uma louca após usar essa tintura, porque ela não danificou em nada meus fios. 


Foto tirada um mês depois de aplicar a tinta. O preto continua bem intenso :D 

A Koleston custa em média R$20 dinheirinhos, e pode ser encontrada em farmácias e supermercados com facilidade. 

Eu sinceramente recomendo bastante essa marca, pelo ótimo custo-benefício que venho tendo. Dos sete anos que já tinjo meus cabelos de preto, pelo menos cinco usei Koleston. 


E vocês, o que acham dessa tinta? Se já tiverem usado, mesmo que em outra cor, compartilhem suas experiências nos comentários <3

Filmes Assistidos Recentemente


Oi gente! Hoje trouxe três filminhos para indicar pra vocês :) Aproveitando que domingo é dia dos namorados, nada melhor que assistir um filme, sozinha ou acompanhada, né? :P 


1. Toast: A História de uma Criança com Fome (2010)
(drama, comédia)


Baseado na biografia do chef Nigel Slater, Toast é situada na década de 1960, e acompanha a vida de um rapaz que, ao perder a mãe, enfrenta dificuldades de se relacionar com o pai e a madrasta, buscando na culinária uma forma de se expressar e superar as dificuldades.


Conheci esse filme pelo próprio catálogo do Netflix, o título me chamou a atenção, achei a sinopse interessante e bom, tinha o Freddie Highmore no elenco. Acabei me surpreendendo bastante com o filme! A trama é simples mas a obra é completamente cativante - é um filme leve, divertido, com uma fotografia lindíssima e uma história que ora emociona e ora faz rir. É totalmente cativante. As atuações também não deixam a desejar, e o filme se desenvolve num ritmo muito bom. Para assistir online, clique aqui. *Disponível no Netflix

2. Em Direção ao Sul (2006)
(drama)


Haiti, anos 80. Ellen é uma arrogante mulher de Boston. Brenda é uma mulher inocente do meio oeste americano, que esconde desejos masoquistas. Sue é brincalhona e adora sexo. Elas estão em férias e têm Legba, um jovem haitiano, como objeto de desejo. Legba busca liberdade para poder se comportar da forma que quiser, o que faz com que se envolva de forma distinta com as três mulheres.


Um filme mediano que explora a temática do turismo sexual. O filme vale mais pelo assunto que aborda do que pelo filme, propriamente dito. Eu nunca havia assistido uma obra sobre esse tema e apesar dos pontos negativos desta aqui, não é um filme que me arrependo de ter visto, é interessante no que aborda. Mostra as relações de poder que se utilizam do dinheiro como sinal de afeto e ainda que de forma mais tímida, a questão de gênero e de cor. Para assistir online, clique aqui

3. Ele Está de Volta (2016)
(comédia)


Adolf Hitler desperta no mesmo local em que ficava o seu bunker há 70 anos, mas vira um fenômeno da mídia ao ser confundido com um comediante.


Quando terminei esse filme, só conseguia pensar numa palavra para descrevê-lo: genial. É uma obra que consegue nos fazer refletir e levantar inúmeras questões de forma natural. É um filme de comédia, mas quando paramos para pensar em tudo o que ele significa, acaba sendo muito mais assustador do que engraçado. Será que o fascismo está mesmo tão distante de nós, morto e enterrado no passado? Será que não poderíamos cair novamente nesse erro? Nos leva a pensar em como certas coisas são relevadas, em como os discursos fascistas são, muitas vezes, escondidos embaixo dos panos de "não era sério, era só brincadeira". Filme incrível, indico a todo mundo. Para assistir online, clique aqui. *Disponível no Netflix. 


Bom, espero que vocês tenham gostado das indicações de hoje <3 Me contem nos comentários se assistiram ou assistirão algum :3 

OOTD: Sweater Cinza e Saia de Poás


Oi gente! Tem feito um frio horrendo aqui no RS, e pelas previsões a coisa só vai piorar :p Eu amo essa combinação de sweater com saia, mas não arrisco mais sair sem levar um casaco, ela pode até servir para as tardes de sol, mas quando ele vai embora é impossível não ficar com frio. 

Essa saia linda com bolinhas eu comprei numa feira em SC, no verão, inclusive usei ela num post de "uma peça, três looks" e eis aqui um quarto look com ela pra mostrar o quão versátil ela é. As vezes a gente deixa de comprar uma roupa estampada por achar que vai usar pouco, mas isso depende mais do seu estilo e das peças que você já tem. Eu costumo usar mais blusas lisas, portanto as peças de baixo estampadas combinam bem. 

Costumo, quando uso saias, shorts ou calças com cintura alta, sempre marcar a cintura com o próprio cós da peça, e acho linda essa marcação na cintura. Mas as vezes é bom variar, né? Usei o sweater soltinho dessa vez, por cima da saia, não deixa o corpo tão bonito mas é super confortável e bonitinho também.

Completei o ootd com meia-calça grossa (tem feito frio, mas ainda não o suficiente pra usar minha meia forrada com pelúcia... essa é uma fio 100 de acrílico), coturnos e cachecol preto. 








Coturno: Vilela Boots | Cachecol: Renner
O anel com pedra ametista é da Eliz Store, com o cupom CNFAKE7 vocês ganham 7% de desconto na loja. O batom é o preto da Color Make (resenha aqui) e o esmalte é o Tâmara da Risqué. 

Gostaram do outfit de hoje? Me contem aí nos comentários ^^ 

TAG: Minha Faculdade - Psicologia


O post de hoje é um que eu procrastinei um pouco para fazer, mas aqui estou. Já faz um tempo que a Dieny do blog Like the Moon me pediu para falar um pouco sobre meu curso, acabei encontrando essa tag pela blogosfera e percebi que ela é boa para tirar dúvidas iniciais e que pode servir para quem também tem interesse pela área da psico e pensa em fazer o curso. 

Algo engraçado é que, só por ter o blog, as pessoas pensam inicialmente que eu curso moda. Na época em que prestei vestibular escolhi moda como segunda opção nas faculdades que exigiam uma segunda opção de curso, mas nunca foi uma opção real pra mim. Eu gosto de moda alternativa e admiro muito o processo criativo do curso de moda, mas não é algo que eu queira trabalhar durante minha vida.  

1. Qual seu curso de graduação? 
Psicologia. 

2. Quantos períodos ele tem? E em qual você está? 
Psicologia tem dez semestres, ou seja, cinco anos. Estou entre o terceiro e o quarto semestre. 

3. Porque você escolheu esse curso? 
Bom, como uma boa estudante de psicologia, creio que essa seja uma pergunta muito subjetiva e que certamente existam razões ocultas para que meus desejos tenham sido levados a escolhê-lo. HAHAH brincadeira :D Meu interesse pela área surgiu aos catorze anos, quando li pela primeira vez um livro da área, inclusive um livro muito conhecido - O Corpo Fala. Apesar da área comportamental não ser a que mais me chamava a atenção inicialmente, esse livro abriu meus olhos para um curso que até então eu não havia pensado muito sobre. Depois disso, com um pouco mais de leituras sobre a  área da psicologia, decidi que era o que eu queria. E hoje, cursando a faculdade, a área cognitiva-comportamental é uma das que mais me agrada. 

4. Antes de escolher esse curso você pesquisou sobre o mercado de trabalho e o piso salarial? 
Sim! E já fica a dica pra quem está saindo do ensino médio - pesquisem, pesquisem muito. Não façam um curso que vocês não sabem nem porque tem o nome que tem. Esse momento de transição entre escola e faculdade é complicado, a gente não tem certeza do que quer e tudo fica pior se você não levar a sua escolha a sério e não souber bem aonde está se metendo. Eu cometi esse erro no meu ensino médio, fazendo um curso técnico de meio-ambiente sem nem saber direito o que era e me arrependi muito porque é um curso que no fim das contas não tinha nada a ver com o que eu pensava que seria, foi frustrante. Então pesquisem, se informem bem antes de começar a faculdade de fato. 
Quanto ao mercado de trabalho e o piso salarial, bom, só posso dizer que ninguém escolhe psicologia pensando em enriquecer - porque o salário inicial não é muito motivador. Mas eu sempre acreditei que a gente se dá bem naquilo que fazemos com vontade e com amor, por isso, pra mim não vale a pena escolher uma profissão pensando só em piso salarial e acabar interrompendo a graduação por pura frustração. Acreditem, isso acontece MUITO com quem escolhe um curso pensando em salário. É muito difícil conseguir se motivar por quatro, cinco, seis anos ou até mais só pensando em como a área "paga bem". 

5. Como foi seu primeiro dia de aula? Tem dicas para os calouros?
Meu primeiro dia de aula teve algumas coisinhas engraçadas, hahaha. Primeiro que eu cheguei um pouco atrasada e como não sabia ainda como meu prédio funcionava, acabei pegando um elevador que não ia até o andar que eu tinha aula. Assim eu fiquei apertando o botãozinho do meu andar insistentemente, mesmo que a luz apagasse. Aí resolvi pedir ajuda pra um homem que estava no elevador comigo, mas aparentemente ele era japonês e não falava português, só começou a gesticular e eu não entendi nada, desci do elevador e fui de escada mesmo HAHUSASHUAHUS E como eu sou a pessoa mais distraída do mundo, acabei esquecendo qual era o número da minha sala (só lembrava o número do andar) e fui de sala em sala perguntando que curso era... depois de uns três achei o meu HAHAH Mas de resto foi tudo normal, apresentações, aquela aula mais curtinha e dinâmica típica de primeiro dia e tudo mais.

6. Sobre seu TCC, já começou a fazer? Qual tema pretende abordar?
Ainda não comecei, mas algo que os professores indicam é começar cedo e mesmo antes de começar, pensar no tema e no que pode ser feito à respeito. Ainda não tenho certeza, mas quero muito abordar transexualidade. 

7. Você se considera uma boa aluna? 
Não sou o estereótipo de cdf na sala de aula, mas sempre tiro boas notas, faço boas leituras e procuro não decorar matéria, mas entender e também questionar. Sempre fui aquele tipo de aluna que os professores não gostam muito, desde o ensino médio: isso porque copiar matéria não é meu forte. Não aprendo escrevendo, aprendo lendo. E como na faculdade quase todo o material escrito é disponibilizado online, como os slides e polígrafos, por exemplo, eu pouco escrevo. Prefiro assistir e prestar atenção no que é dito, entender de fato, não só fazer um "copia e cola" da vida real. 

8. Você está 100% satisfeita com o curso que escolheu? 
Sinto que as pessoas tem um grande hesitação em dizer isso, mas eu não me sinto 100% satisfeita. Na verdade, creio que eu não me sentiria 100% satisfeita em nenhum curso - sempre existem áreas e disciplinas que não agradam, mas o "conjunto da obra" precisa ser maior que isso. Também é bom lembrar que o sistema de ensino atual (mesmo na faculdade) é cansativo, entendiante, e nem sempre faz paralelos com a realidade. Eu também tenho muita vontade de fazer uma graduação em sociologia quando terminar psico, mas sinceramente, não sei se isso vai ocorrer e se minha vontade continuará a mesma depois de alguns anos, porquê a faculdade é desgastante. 

9. O seu curso tem algum material específico que não tem em outros cursos? (ex: estetoscópio, calculadora científica) 
Em psicologia nós temos muitos testes psicológicos, que só podem ser aplicados pelos profissionais da psicologia. Esse é o único instrumento exclusivo que eu consigo pensar. E nossa, estudar os testes é uma das partes mais legais do curso, na minha opinião. É uma área muito interessante. Estou tendo o prazer de fazer isso esse semestre e me apaixonando. 

10. Na sua faculdade teve trote? Se sim, como foi?
Não \o/. Se tivesse eu odiaria, detesto essa ideia de trote. 

11. Seu curso tem muita matemática? 
Essa parece uma pergunta feita por alguém que não vai lá muito com a cara da matemática, né? hahah Não tem muita, mas tem. Nós temos a disciplina de Estatística no curso. Ainda não fiz essa, mas matemática pra mim não é um grande problema - a biologia me apavora muito mais (e há muito mais dela em psicologia). 

12. Geralmente nas faculdades existe o "ciclo natural da desistência": a turma começa com 70 alunos e permanecem só 20. Isso aconteceu na sua faculdade?
Isso é algo normal e acontece em todas as faculdades, em todos os cursos - mas nem sempre num nível tão exagerado, claro. Até porque o curso é longo, são cinco anos, e durante esse período muita coisa pode mudar. Mesmo ainda estando no início (estudo há dois anos e meio) já vi muita gente desistir, inclusive no primeiro semestre. É natural mudar de ideia, começar algo e ver que não era bem como você imaginava. Principalmente quando se é jovem, não se pensou muito a respeito do curso e foi a primeira opção, e é absolutamente normal mudar de ideia! E digo isso por ver muita gente nessa dúvida de "não sei se fico ou se troco" e desistindo da ideia de mudar de curso só porque já "perdeu tempo" fazendo outro. Perda de tempo mesmo é insistir em algo que não se tem vontade, as chances de você não querer trabalhar com isso depois de formado são grandes. 

13. Quais dicas você daria para quem está querendo começar a fazer o mesmo curso que você?
Exercite a empatia. Isso é muito importante pra todo mundo, mas principalmente para alguém que faz humanas, e principalmente para quem quer ser psicólogo. E goste de gente. Goste de observar, de tentar entender, de tentar enxergar o mundo pela ótica dos outros. Se despir de seus preconceitos é fundamental. Um psicólogo preconceituoso, cabeça fechada é tudo o que ninguém quer encontrar na vida. A função do psicólogo não é julgar, comece você mesmo a avaliar os seus julgamentos sobre os outros e o quanto eles são superficiais e dizem mais sobre você do que sobre o outro em questão. 

14. Já ficou em DP? Possui algum método diferente de estudo? 
Creio que DP seja o que aqui chamamos de "grau C" ou "grau 3" - basicamente uma prova de recuperação no final da disciplina, que troca a nota da prova mais baixa. Eu já peguei grau 3 em duas disciplinas, fisiologia e anatomia. Até hoje foram as matérias mais complicadas pra mim. Quanto ao método de estudo, como já dito na pergunta 7, eu não consigo aprender escrevendo. Por isso leio bastante e tento entender as coisas pelo meu próprio jeito, sem decorar argumentos prontos e tentando sempre pensar a respeito das questões. Isso é um pouco difícil nas disciplinas mais objetivas e que envolvem bastante biologia, como genética, fisiologia, anatomia e etc, mas na maior parte das matérias é o que mais funciona pra mim. 

15. Faça um resumo básico do seu curso para quem tiver interesse em fazê-lo. 
Sou péssima nisso, mas o que eu posso aconselhar para quem quer fazer psicologia é que pesquise bastante sobre o curso antes de ingressar. Converse com pessoas que estudam psico. As pessoas tem uma ideia muito romantizada de como são os cursos, o que acaba gerando um pouco de frustração. A psicologia é muito ampla, existem diversas áreas de trabalho, não só aquele clichê de psicólogo em seu consultório - existem psicólogos na maior parte das empresas, das escolas, nos hospitais, nos centros de formação de condutores, na área do esporte. Existem inúmeras possibilidades de trabalho e você não precisa se prender às noções convencionais. As possibilidades são muito amplas e as vertentes da psicologia também, e você não precisa seguir fielmente uma e esquecer das outras também. Aqui no Brasil as faculdades direcionam muito os alunos para a psicanálise, que é algo que eu acho bem errado. A psicanálise nunca me atraiu muito e mesmo assim eu adoro meu curso, então sim, você pode não ser um discípulo do Freud e mesmo assim ter vontade de cursar psicologia. E algo muito importante também: a faculdade nos dá a base, mas da nossa formação quem cuida somos nós. Leia. Abra sua mente, saia fora da caixa, pense de forma ampla. Ler bastante e estar atento a realidade social também são coisas de muita importância para um profissional que lida com a saúde mental e toda a amplitude do que interfere nela.


Então gente, as perguntas são essas. Espero que tenham servido para tirar algumas dúvidas e dar um pouquinho de base, se tiverem outras questões a fazer, é só deixar nos comentários que logo eu respondo. Ah, e quem já tiver feito essa tag deixa o link também, vou adorar ver :D