Você é manipulado - aceite


Não, esse texto não tem o intuito de alertar sobre como a Globo mente ou qualquer coisa do tipo. Na verdade, o assunto de hoje é algo de que todos tem noção e admitem sem hesitar que concordam - em como a mídia em geral e os padrões de beleza nos condicionam, nos moldam, nos manipulam. O problema é que a maioria de nós sabe falar alguns parágrafos sobre isso, entende como os mecanismos funcionam na teoria e tudo mais, mas na hora de olharmos para nossas próprias vidas, para nossa própria personalidade e principalmente, para aquilo que chamamos de "gostos pessoais" e tudo aquilo que cremos ser inato em nós, aí é que a coisa complica. 
Esses dias, enquanto rolava o feed do facebook me deparei com uma discussão num grupo que eu participo. O assunto inicial já havia sido desvirtuado e as pessoas estavam falando sobre racismo. Nisso um menino fez um comentário sem relação alguma com qualquer coisa que estivesse sendo discutida, dando sua "opinião pessoal" onde não era necessário nem havia sido pedido - como a maioria das pessoas faz, afinal - seja na internet ou nesse mundão aí afora. Ele simplesmente disse  que "não achava pessoas negras bonitas, mas é só gosto pessoal." Eu sei que muita gente não vai ver problema algum numa frase dessas. Coisas assim são ditas todos os dias. Meu intuito não é dizer se fulano é racista ou não - até porque eu sou branca e logo, não sou a melhor pessoa para falar sobre isso. O assunto é outro. 
Nós, que fazemos parte de uma geração que já nasceu com acesso extremamente facilitado à informação, com computadores e celulares sempre ao alcance, nós somos os mais acomodados. Não se vê na juventude nenhuma vontade de aprender, de entender o mundo, de questionar as coisas, de perguntar o porquê de algo ser assim e de querer entender porque algo tem que ser do jeito que é só porque sempre foi dessa forma. Nós somos conformados demais. E é muito fácil pra gente dizer que "a Globo mente", a "Veja manipula as pessoas" e esquecermos que nossos gostos pessoais não vem do espaço sideral e adentram nosso peito no dia do nosso nascimento. O inatismo já caiu por terra e é ingênuo desconsiderar todas as influências que um mundo globalizado traz. Nós somos seres sociais. Nós somos moldados pelo meio em que nós vivemos, dia após dia, desde crianças. Nós somos como ratinhos condicionados em laboratório - e nós não questionamos isso nem tentamos enxergar o problema com clareza.


Sim, você pode achar apenas mulheres brancas, magras, altas, loiras, com cabelos lisos, traços "delicados" e sem qualquer deficiência física bonitas. Não há nada que impeça isso. Mas esse é um padrão de beleza europeu que há tempos vem sendo vendido e imposto ao mundo inteiro - então provavelmente você foi influenciado por ele. Isso quer dizer que você precisa começar a achar essas mesmas mulheres feias e só gostar das que forem o completo oposto disso? Não. Mas é muito interessante e muito importante compreender como essas coisas funcionam. Ter noção de que nossos gostos "pessoais" não são assim tão pessoais, e que no fim das contas nós estamos fazendo exatamente o que esperam que a gente faça. É bacana entender isso, e sobretudo, desconstruir. Você pode achar mulheres totalmente dentro dos padrões de beleza bonitas. Mas seria incrível se você passasse a ver com outros olhos aquelas que não se enquadram. Seria incrível se você procurasse ver beleza no que sempre foi nos ensinado como desprovido dela. Seria realmente incrível - e benéfico pra todo mundo.
Uma prova muito palpável dessas influências do meio são os padrões de beleza - muito mais cruéis com as mulheres e cada vez mais exigentes. O padrão dos anos 40-60 era muito mais curvilíneo, ao contrário do atual, em que as mulheres cada vez buscam mais a magreza extrema. Não é uma questão de dizer qual dos dois é melhor ou mais bonito - porque não importa. Não importa o quanto um padrão de beleza lhe agrade ou seja mais real para um número maior de pessoas, ele continua sendo um padrão - e exclui muita gente.


Esses dias, enquanto buscava fotos para um post com looks diversificados, notei uma coisa que eu já sabia, mas que conscientemente nunca havia perdido alguns poucos minutos para pensar sobre - em como existem poucas blogueiras negras e/ou com corpos normais em sites famosos como o lookbook.nu. Não falo de blogueiras normais, como eu e provavelmente você que está lendo, mas sim de blogueiras grandes, com legiões de seguidores e que influenciam na opinião e no consumo alheio. E quando eu falo em corpos normais, nem me refiro apenas as blogueiras ditas "plus size", mas sim a qualquer uma que pese um pouco mais que 50kgs. O mais irônico da situação é que se nós sairmos as ruas, o que mais vamos encontrar são meninas que não se encaixam nesse padrão. Então porque "veneramos" tanto isso na internet? Porque cada vez mais a juventude exalta um padrão de beleza difícil de ser atingido e que exclui muita gente? Não somos nós que devíamos promover a mudança ao invés de simplesmente aceitar o que já foi feito até agora? 
Eu gosto de moda alternativa e de rock/metal desde muito nova, por isso há muito estou inserida nesse universo e convivendo com pessoas que possuem os mesmos gostos que eu. O universo alternativo e o cenário do rock em geral sempre foi muito ligado à rebeldia, ao "desconstruir velhos paradigmas" e ao não aceitar as coisas sendo feitas de um jeito com o único motivo de "sempre terem sido feitas assim". E atualmente esse cenário é tão, mas tão preconceituoso que eu me sinto muito melhor não frequentando espaços do gênero. Se antes o alternativo era discriminado, e por isso compreendia melhor os mecanismos de discriminação e tentava não perpetuá-lo evitando atitudes discriminatórias, hoje o alternativo adora "zoar" quem não possui os mesmos gostos e ridicularizar quem não se encaixa em padrões de beleza underground. Prova disso é como as meninas de pele bem clara, muito magras e/ou ruivas são veneradas dentro de subculturas. Não existe mais diversidade. O que era, a princípio, para ser um movimento que busca a expressão pessoal e a quebra de paradigmas, se tornou apenas mais uma "tribo urbana" para adolescentes que vão abandoná-la no início da vida adulta, exatamente como se espera que o façam. Tudo foi padronizado e até o "alternativo" tem um significado pronto. O que é alternativo? É só gostar de determinadas bandas, usar roupas "diferentes" e colocar um monte de piercings no rosto? Só a capa é alternativa? O que aconteceu com nossa atitude, com nossos questionamentos? De nada adianta ter um estilo alternativo e uma cabeça tão retrógrada quanto a de um homem do século XVII. Isso sempre me faz lembrar daquela famosa frase do Paulo Freire - quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor.


Então, como eu sempre digo: não adianta exigir mudanças dos outros se você mesmo não as pratica. Se você realmente quer ser uma pessoa melhor, desconstruir ao máximo seus preconceitos e compreender o condicionamento a que somos submetidos, lance um olhar mais aprofundado para si próprio. Entenda quem você é. Do que você gosta. Do que você sempre achou que gostava, mas que talvez tenha sido mais imposição cultural do que gosto propriamente dito. Pense que há cem anos atrás você não seria quem você é - suas roupas não seriam as mesmas, as músicas que você ouve nem haviam sido feitas, muitos dos livros que você considera preferidos nem haviam sido escritos, talvez nem a sua profissão existisse e muito provavelmente, até sua religião fosse diferente - ou sua forma de encarar o mundo através da ótica dela, pelo menos. Isso tudo porque o mundo era outro, e sendo outro, produzia pessoas diferentes das que existem hoje - adequadas aquele tempo. E tirando todas essas coisas que hoje nós julgamos tão intrínsecas a nossa personalidade, o que sobra? Qual é a tua essência, o que te faz ser tu mesmo sem todas essas coisas que te rotulam, sem as coisas que tu "prefere"? O meio diz muito sobre nós - mas indivíduos extraordinários sempre superam o meio em que vivem e não se tornam apenas robôzinhos fruto dele. Não tenha medo de pensar "fora da caixa". 
Porque nós somos manipulados - ter dificuldade em aceitar isso é a maior prova de que é verdade. 

19 comentários:

  1. Muito legal o texto, da para puxar um debate danado aqui rsrsrs
    Bom, paguei algumas cadeiras junto com a turna de Jornalismo da minha faculdade e certo dia uma das nossas professoras passou um documentário na sala de aula, onde mostrava até que ponto a mídia influenciava nos nossos gostos, emoções e no que achamos "normal" ou não.
    É incrível como aqui no país a imagem da mulher "irreal" brasileira é posta, seja por motivos e manipulação ou chamar atenção e até vender mais, todos os momentos somos bombardeados de imagens e mulheres perfeitas.
    Propagandas de shampoo por exemplo, tem mulheres de cabelo liso e loiras, propaganda de cerveja temos mulheres servindo como "objetos" para os homens.

    O padrão de beleza foi imposto e é mantido todo o tempo porque tem grupos que precisam que ele seja mantido. Alguém lucra com isso.
    O negócio é começar a questionar , mas o problema é que geralmente só acontece de forma aprofundada na faculdade e tals, a população mesmo do país nem tem acesso a isso. :/

    www.viniseoutrascoisas.com

    ResponderExcluir
  2. Adorei o post,ainda é uma polemica isso né,uns falam que não outros falam que sim,
    na minha opinião somos todos influenciado por algo mesmo a mídia mostrando ou não.
    Parabéns pelo texto.
    Beijos
    http://cherrycriis.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  3. Esse simplesmente é um dos melhores posts da blogosfera, bruna, tu falou tudo, mas tudo mesmo!
    não tem nem o que falar, tudo por tu já foi dito, eu venho percebendo muita coisa disso se enraizando ainda mais na galera, e é como você disse! todo mundo devia pensar ou pelo menos perceber mais isso!
    um viva pra você.

    janainapoderon.blogspot.com

    ResponderExcluir
  4. Excelente seu texto!
    É isso que eu sempre penso.
    Estou sempre tentando desconstruir meus próprios pré-conceitos e pensar fora da caixa.
    Outro dia tava lendo um texto no Blog Moda de Subculturas que tocava nesse assunto. E o que comentei lá, vou comentar aqui também. Não adianta nada uma pessoa se dizer alternativa, mas continuar propagando pensamentos da massa. Continuar propagando o racismo, a homofobia, a gordofobia e todos os outros preconceitos que existem por aí. Pra mim, o ser alternativo está muito mais ligado as atitudes de cada um do que ao estilo, a roupa. E aqui só to falando do meio alternativo, porque como você mesma disse, era um meio que surgiu como forma de questionar o padrão, mas ultimamente ta tão padronizado quanto o padrão..
    O negócio é continuar questionando. E ajudando as pessoas a também questionarem tudo que nos é imposto.
    Parabéns pelo texto!
    bjin

    http://monevenzel.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  5. Texto genial, você falou tudo! A alguns meses eu também tinha percebido que são poucas as blogueiras negras, ou de corpo "normal". E realmente as pessoas alternativas viraram apenas mais uma tribo, começando pela rotulação, na minha opinião, esses negócios de se rotular é ridículo. Antes o alternativo era usado para pessoas que realmente era diferente, apesar das influencias, mas hoje em dia são apenas cópias uns dos outros.

    ResponderExcluir
  6. Muito bom o texto!
    Por incrivel que pareça todos os dias tem fotos de mulheres altas,magras,com cabelos perfeitos e acabamos queremos ser iguais a elas,mas isso acaba criando um outro lado totalmente no mundo real,meninas com os corpos normais querem chegar a perfeição para ficar mais parecidas com as das revistas,tv e acabando se tornando algo mais serio.

    http://armariocoloridoo.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  7. Lindo texto!
    Há um bom tempo eu me toquei que até as pessoas que não se rotulavam iguais, que queria fazer diferente, que eram diferentes, ultimamente são iguais. Se você não seguir tão regrinha básica as pessoas vão te apontar o dedo, falar coisas desagradáveis. No youtube e no blog eu vejo isso muito, pessoas que começam a agir de forma semelhante a tão pessoa famosa só para ter mais sucesso e tals. É tão triste isso ):

    minhafernweh.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  8. Bah Bruna, primeiro parabéns pela maturidade da tua linha de pensamento e depois, cara, eu lembro de mim a uns 4 anos atrás, lá pelos 21 anos, quando eu praticamente NUNCA acessava a internet, a não ser para dar uma olhada no orkut, eu tinha muito mais tempo de certa maneira pra viver uma vida "normal", sem ser altamente influenciada por imagens, blogs, portais de moda/cinema/música, etc... quando eu sentia que de certa maneira a minha opinião era realmente "própria"... hoje em dia, de tanto eu ficar o tempo todo conectada sou obrigada a dizer que talvez tudo o que eu visto, assisto, escuto e talvez penso, vem de outras pessoas :/ raramente eu tenho o prazer de encontrar algo por aí que ninguém tenha me indicado, mesmo que indiretamente, raramente eu compro algo, ou usufruo de algo sem ter essa sensação de manipulação nas entrelinhas. Tudo o que eu posso fazer hoje em dia é tentar resgatar a pessoa que eu fui no passado, mais auto-suficiente, com os olhos mais abertos pro mundo real.

    bjãoo!
    http://hippiegrungerajneesh.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  9. Onde eu curto um milhão de vezes esse post? Vou compartilhar na minha página, ok?
    Uma das cosias que mais me desanimaram no meio alternativo foi justamente perceber que a aparência das pessoas dizia uma coisa e sua personalidade mostrava exatamente o contrário. Hoje consigo enxergar essa "rebeldia" em pessoas que muitos do meio alternativo julgam como normais. Não entendo como há tão pouca representatividade, principalmente no meio da blogosfera. Cadê as blogueiras negras? Cadê as plus size? Poxa, sempre tenho que fazer muita pesquisa para encontrar casos que dão certo, justo num país onde a maioria da população é negra ou tem descendência africana e não tem o biotipo esquelético, pelo contrário.
    Sempre arrasando nos posts, como consegue? rs

    Beijos!
    http://www.triboalternativa.com.br

    ResponderExcluir
  10. Wow, desabafou, adorei!
    Meu último post fala sobre feminismo e tem um pouco a ver com o que você falou sobre padrões de beleza.

    www.modinhamodao.blogspot.com

    ResponderExcluir
  11. Falou tudo e mais um pouco... nem tenho o que dizer.


    www.escolhasalternativas.com.br

    ResponderExcluir
  12. Gostei do texto! Pra mim, realmente as pessoas são influenciadas por outras pessoas, e pela própria mídia... Entrando na questão "peso", não acho que o preconceito esteja associado para as mais gordinhas, e sim as mais magrinhas! Em cada 10 casos de racismo por conta do peso, 7 são com as "mais sequinhas". Acho que a mídia está dando muito apoio para as mais cheinhas e desvalorizando TOTALMENTE as pessoas abaixo do peso. Eu acho que deveriam valorizar os dois "conceitos", afinal, todos nós somos lindos aos olhos de Deus.

    Beijos!
    Senhorita Imperfeita

    ResponderExcluir
  13. Bruna, adorei o texto! Comigo o reconhecimento desses padrões e tudo mais não rolou pelo rock e afins, mas sim pelo feminismo e pela transição capilar pela qual estou passando. Estamos super afundados nesses padrões e muitas vezes nem os percebemos, pois é. Sobre o garoto que disse "não achar pessoas negras bonitas", ~acho que foi no DDM, te conheço de vista por lá~, o que mais tem em grupos alheios é esse bordão "é só minha opinião". Mas é óbvio que não é. Tem toda uma cultura de séculos embutida nessa opinião. E ok, essas pessoas que reproduzem são vítimas também. Mas cansa ouvir esse tipo de coisa quando se é negro. Ou gordo. Ou fora de algum outro padrão... Mas enfim, é ótimo que você esteja disseminando essa visão por ai ♥ Que nossa juventude abra os olhos hehe Beijão!

    www.garotasdemustache.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  14. Bruna, estou admirada com seu texto, vc tem tudo que precisa para ser um escritora! Entende de assuntos polêmicos, os questiona e principalmente, possui argumentos! Eu Tb convivo neste universo "alternativo" e há anos percebo os problemas por vc citados. Chega ao ponto de vc não ver mais pessoas que possuem seu gosto pessoal e seu estilo, o que noto é uma padronização bizarra! Sem contar a mudança repentina nos gostos e na falta de personalidade, no sentido que hoje a pessoa curte tal música, banda, livro e tal, porém amanhã está falando mal e criticando as mesmas coisas é realmente deprimente. Eu acho que as pessoas precisam se libertar dessas amarras e começar a desenvolver um maior raciocínio crítico, tipo fazer a caixola pensar por si própria. Tb é necessário que passemos a não acreditar em tudo que lemos e sair ditando isso como uma verdade absoluta é preciso procurar meios alternativos de informação. Enfim, acho que essa frase do mestre da educação Paulo Freire será para sempre atual...

    www.decoturnoespikes.com.br

    ResponderExcluir
  15. Texto muito bom!
    Realmente, pode-se dizer que somos uma "colcha de retalhos" de referências, o meio influencia muito (seja para reproduzir algo, ou para nos distanciar e fazer o oposto). Não há como evitar essas influências, somos "produto" de uma época, de uma cultura, de uma família, de uma classe social, daquilo que admiramos e daquilo que descartamos, e por aí vai. Mas é justamente esse questionar, refletir sobre isso que nos dá oportunidade de não sermos apenas influenciados, e meramente reproduzir padrões, ideias e comportamentos, mas para além disso nos possibilita ser capazes de influenciarmos o meio em que vivemos, para além de produtos e reprodutores do que é posto, podemos sempre (re)construir (ainda bem, né? rsrs). Ao questionar esses fenômenos e levar essa reflexão a outras pessoas, você faz isso.
    As pessoas se limitam a rótulos (sejam os próprios, ou do outro), e não só se limitam, como também se abraçam a eles (não só Freud, mas muito outros teóricos também explicam, rsrsrsr). Parabéns pelo texto, foi muito bom de ler. É sempre reconfortante saber que existem pessoas capazes de ver além e que inspiram outros a "sair da bolha".

    Bjos!

    http://devirsubjetividade.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  16. "Abençoados os ignorantes, porque não são como nós". Li isso uma vez num muro e nunca mais esqueci.
    Sempre brinco com quem me conhece que não existe pessoa feia. E quando falo isso não me refiro a padrão de beleza. Me refiro àquela mulher com os dentes mal cuidados, com cabelo desidratado, com falta de auto estima. E falo daquele homem que não sabe ter auto confiança, não cuida da barba, não usa roupa limpa. Em nada disso tem o padrão e ainda sim penso estar sendo rigorosa demais.
    Meus amigos perguntam o que uma mulher vê de bonito em alguns homens: sempre respondo que é algo que vem de dentro, uma capacidade de ser sexy porque tem auto conhecimento e confiança. E quando pergunto a eles sobre as mulheres, sempre descrevem mulheres magras, de seios fartos, lábios carnudos...Esquecem da parte do caráter. Penso que às vezes o padrão imposto é tão ligado a sexualidade que fica difícil perceber, muitas vezes.
    Ótimo post!

    ResponderExcluir
  17. Só uma palavra: LAKROU!

    Você citou aqui algo que é bem relevante, principalmente no mundo alternativo. Eu mesma sofri um pouco (até hoje ainda sofro) para ser "aceita" como uma pessoa alternativa. Lembro-me de quando eu falava dos meus gostos musicais e as pessoas costumava a me olhar torto por achar que porque sou negra não deveria ouvir tal tipo de coisa. Além disso há a exaltação de um padrão de beleza dentro do próprio underground, que exalta sempre o mesmo padrão de beleza do tal do mainstream. São sempre aquelas meninas brancas, de olhos claros... Agora na cena metal tá essa moda de ser ruiva e tal, por causa da Simone Simons do Epica (ela é considerada um padrão de beleza para a cena) e todas as meninas querem ficar igual a ela.

    Sinceramente até parei de andar com algumas pessoas, porque assim como você falou, esse mundo alternativo tá virando é festa da uva para um bando de patricinhas e mauricinhos fazerem baderna e depois, quando ficarem adultos, voltarem ao que era porque "é só uma fase".

    O seu blog é perfeito.
    Beijos!

    madessy.com

    ResponderExcluir

♥ Não comente se não tiver lido a postagem, spams são desrespeitosos e serão imediatamente excluídos ♥
♥ Você tem um blog? Deixe seu link ao final do comentário, vou adorar conhecê-lo ♥
♥ Sua opinião é muito importante e eu sempre quero lê-la, aqui você pode discordar sempre que quiser - mas mantenha o respeito ♥
♥ Os comentários sempre são respondidos, mesmo que demore alguns dias. O blogger não avisa quando alguém responde seu comentário, para receber a resposta é necessário marcar a caixa "notifique-me" quando for escrevê-lo ♥

Fanpage | Instagram | LookBook.nu

Tem alguma dúvida ou sugestão?
Você pode entrar em contato comigo pelo e-mail chanelfakeblog@outlook.com