OOTD: Saia Midi Estampada


O título desse outfit é quase redundante, já que ultimamente quase todas as minhas produções tem saia midi estampada, hahaha. Não sei porquê, mas sempre preferi as estampas na parte de baixo do corpo, e isso me rendeu um guarda-roupa com muitas blusinhas básicas e saias estampadinhas. Essa em tons terrosos é uma graça - super confortável, leve, com bolsos e elástico na cintura (é da Zaful!). Combinei com uma regata básica e sapatilha e tá pronto: um look bem básico que passeia pelo retrô e pelo moderno. 







Regata: Hering | Saia: Zaful | Óculos: Zaful


Esse óculos oval tem uma cara tão sessentinha que eu não pude resistir à ele. A sapatilha de verniz nunca havia aparecido por aqui, e eu paguei exatos dez reais por ela numa feira de calçados, hahah. 

Não tenho tido muito ânimo pra me vestir ou fotografar os looks nesse calorão infernal (dá até pra ver meu bronze nessas fotos, né? hahaha) mas espero melhorar um pouco nisso. Espero que vocês tenham gostado do post de hoje, me contem nos comentários o que acharam <3

Carol, de Patricia Highsmith: um romance lésbico publicado nos anos cinquenta


Eu conheci Carol por causa do sucesso da adaptação para o cinema. Quando soube que aquele filme era adaptado de um livro dos anos cinquenta, achei fantástico e fui atrás dele mesmo sem ter assistido o filme: quis ler o livro antes de qualquer coisa.

Carol é um romance escrito por Patricia Highsmith e publicado em meados dos anos 1950. Na história conhecemos Therese Belivet, uma moça de dezenove anos que sonha em ser cenógrafa no teatro mas trabalha numa loja de departamentos, no setor de bonecas, para poder pagar as contas. Therese namora Richard e leva uma vida monótona até conhecer Carol na loja em que trabalha - uma mulher mais velha, com uma filha e em processo de divórcio, por quem Therese imediatamente começa a apaixonar-se.


O livro foi publicado sob o pseudônimo de Claire Morgan pelo contexto extremamente conservador e preconceituoso da época. Ainda assim, Carol foi um grande sucesso de vendas. 

O livro é narrado em primeira pessoa por Therese, e assim nos sentimos próximos a personagem enquanto desvendamos seus sentimentos, angústias e descobertas. Ao mesmo tempo, é fácil identificar-se com Therese e todo o contexto da personagem: o namoro infeliz, o emprego que ela detesta, o sonho de carreira que as vezes parece tão longe, a vontade de largar tudo e simplesmente sair por aí. Ao mesmo tempo, Carol é tão misteriosa para o leitor quanto o é para Therese - vislumbramos pouco dela, e o mistério parece atiçar a curiosidade. 

A narrativa é um pouco lenta em alguns momentos, mas nada que prejudique o livro seriamente. Os diálogos entre os personagens são um dos pontos altos, e várias passagens são realmente muito bonitas e poéticas.


Carol consegue fugir aos clichês de romances lésbicos e dizer bastante nas entrelinhas, além de ter um final interessante e inesperado. Pensar sobre essa história é pensar em todo o contexto dos anos cinquenta e em como foi revolucionário ter um livro sobre um romance entre duas mulheres que não o mostrasse de forma pejorativa ou patológica. Carol é um livro singelo, uma história talvez até bobinha, mas que carrega consigo uma representatividade muito forte - no final das 300 páginas de história, temos, inclusive, a autora contando sobre as inúmeras cartas que recebeu após a publicação, de mulheres que leram Carol e se sentiram felizes por serem representadas e saberem que não estavam sozinhas. No fim das contas, já são motivos mais do que suficientes para pensar em dar uma chance à essa grande obra, né? :)

Filmes da Semana: assassinato, futurismo e repressão sexual


Os filmes dessa semana tem gêneros e temáticas bem variadas e todos tem seus pontos positivos. Espero que vocês gostem das indicações tanto quanto eu :)

1. À Meia Luz (1944)
(mistério, thriller)


Em Londres, uma mulher é assassinada por causa de suas jóias (que desaparecem). Anos depois, na mesma casa, uma mulher que vive sozinha com o marido, parece estar ficando louca.


Acho que se tratando de filmes, os anos quarenta são a minha década favorita - tem tanto filme bom dessa época. À Meia Luz é um thriller fantástico, que aguça a curiosidade desde o início e nos prende em sua atmosfera de mistério. Tem um ótimo vilão (e quem não gosta de um bom vilão, né? haha) e ganhou um remake mais tarde, em 1944, que ainda não assisti. Para assistir online clique aqui

2. Onde Está Segunda? (2017)
(ficção científica, thriller)


Situado num mundo fragilizado pela superpopulação, onde famílias só podem ter um filho, sete irmãs gêmeas dividem os dias da semana para poderem conviver no mundo, sendo cada uma nomeada com seu respectivo dia em que é permitida sair. Quando Segunda desaparece, as outras seis tem que se juntar para descobrir o paradeiro dela enquanto são caçadas pelas forças do governo.


Fiquei bem ansiosa para a estreia desse filme - fã de Orphan Black que sou, tinha que ficar né hahaah. Além disso, adoro a Noomi Rapace desde a trilogia Millennium e gosto bastante de sci-fi, então era o combo perfeito. Talvez por causa das expectativas bem altas, o filme me decepcionou um pouco - ele não é fantástico e dividiu opiniões. No balanço das coisas, achei a obra razoável - tem uma duração um pouco curta para tudo o que se propõe a discutir, mas funciona como entretenimento, tem boas doses de ação e é bastante dinâmico. Para assistir online clique aqui. *Disponível na Netflix

3. Vinhas da Ira (1940)
(drama)


Oklahoma, na época da Depressão. O filho mais velho de uma família de trabalhadores rurais pobres retorna para casa, após cumprir pena por homicídio involuntário. Ele planeja levar em um pequeno caminhão a família até a Califórnia, onde se diz que trabalho lá não falta. Durante a viagem eles passam por diversos tipos de provações e quando chegam na Terra Prometida descobrem que era um lugar bem pior do que aquele que tinham deixado.


Quem gosta de um drama bem denso precisa assistir Vinhas da Ira - filme ousado por retratar sem enfeites a época da Grande Depressão, com personagens verossímeis e fortes críticas sociais. Fotografia estonteante, diálogos fortíssimos e um ritmo excelente. Para fazer o download clique aqui.

4. Em Nome Do... (2013)
(drama)


O padre Adam assume uma pequena paróquia no meio do nada. Ele organiza um centro comunitário para meninos com histórico familiar conturbado. Sua energia e disposição são apreciadas pelos moradores, que o aceitam como um dos seus. Mas ninguém sabe que ele esconde seu próprio segredo. Depois de conhecer um jovem introvertido e incomum, que não se relaciona com a comunidade, o padre Adam é obrigado a enfrentar uma questão pessoal há muito tempo esquecida. Como as piores suspeitas dos moradores se confirmam, Adam passa a ser visto pelos outros como um inimigo.


Um filme corajoso ao retratar a repressão sexual vivida por um padre, com história bem conduzida apesar do ritmo lento, que demonstra bem a sensação de sufocamento vivida pelo personagem central. Não é um filme perfeito, mas quem se interessa pela temática provavelmente vai gostar. Para fazer o download clique aqui

5. Três... Ainda é Bom (1932)
(drama, mistério, policial)


Três amigas de infância tomam caminhos diferentes na vida. Vivian se casa com um advogado rico e tem um filho. Maria leva uma vida de vícios e agora é atriz. Ruth é secretária. As três se encontram. Numa reviravolta, Vivian vai viajar com a amiga e acaba conhecendo um outro homem, troca o marido por uma vida lasciva, ao passo que Maria conquista o amor do ex-marido de Vivian e cuida de seu filho.


Outro filminho hollywoodiano feito nos anos antes do estreitamento da censura sobre o cinema, Três... Ainda é Bom consegue desenvolver e entrelaçar várias histórias em pouco mais de uma hora, de forma coerente e interessante. Também é ótimo para entender a mentalidade da época. Daqueles filmes cujo maior defeito é acabar rápido. Para fazer o download clique aqui


E por hoje é só! Espero que vocês tenham gostado. Já assistiram algum desses? Ficaram curiosos por algum? Me contem nos comentários. 

Onde comprar: moda praia com inspiração retrô


Os trajes de banho são peças que demonstram claramente a que época pertencem - principalmente pelo comprimento ou pela quantidade de pele que cobrem. Durante muito tempo os trajes de banho foram um tabu, e só a partir dos anos 20 que a moda praia começou a esboçar o que hoje conhecemos como maiôs e biquínis. 

Os biquínis causaram um alvoroço quando surgiram - e inicialmente eram usados apenas por artistas ou mulheres extremamente ousadas. Atualmente o biquíni já não causa tanto frísson - e mesmo no mainstream, indo completamente contra a corrente, as peças tornaram a ter mais tecido, numa ode ao vintage. Abaixo algumas inspirações antigas e atuais e no fim indicações de lojas nacionais e internacionais para adquirir trajes de banho com inspiração em décadas passadas. 











Como as calcinhas estilo hot pants tiveram seu lugar ao sol no mainstream há pouco, já não é tão complicado encontrá-las à venda. Maiôs drapeados e calcinhas ou maiôs estilo saia/vestido ainda são difíceis de encontrar, mas possíveis em lojas de temática retrô. Separei alguns modelos com seus respectivos preços abaixo - para visitar o site é só clicar no título. 














E vocês, o que acharam das peças? Costumam usar moda praia nesse estilo? Se tiverem indicações de lojas, sintam-se livres para compartilhá-las nos comentários <3

Valentine's Day na Rosegal!


Já que o Valentine's Day se aproxima na gringa, a loja internacional Rosegal está com várias promoções e cupons de desconto no site. A loja é conhecida por seus vestidos de inspiração retrô e além disso conta com uma gama enorme de roupas, acessórios e itens decorativos. Vocês podem conferir as promoções clicando nas seguintes tags: valentines gifts, valentine's day gifts 2018 e rosegal valentines gifts 2018

Abaixo, só um pouquinho do que vocês podem encontrar por lá: 




2. Vestido Morcegos R$40,40
3. Vestido Caveiras R$52,90

Os preços já estão em reais. A Rosegal tem frete grátis e aceita pagamento por PayPal, cartão de crédito e boleto bancário :)