Filmes da Semana: melancolia, clássicos e temática gay


Sei que eu sempre digo isso, mas o post de hoje especialmente tem um compilado de filmes incríveis, e por mais diferentes entre si que sejam, se comparam na qualidade.

1. À Espera de um Milagre (1999)
(drama, fantasia, mistério, policial)


Baseado em uma história de Stephen King, conheça Paul, chefe de guarda de um corredor da morte durante o ano de 1935. Certo dia, chega em suas celas um prisioneiro imenso chamado John Coffey, acusado de estuprar e matar duas jovens meninas. Um relacionamento entre os dois surge durante o conviver, revelando que Coffey parece ser muito mais do que as impressões sugerem.


Provavelmente eu sou a única pessoa do mundo que ainda não havia visto esse filme, hahaha. Depois de tanta enrolação decidi assistir e sim, é mesmo tão bom quanto dizem por aí. São quase três horas que parecem passar em instantes, o filme é super emocionante e a história é conduzida de uma forma difícil de não se envolver. Pra não citar apenas pontos positivos, devo dizer que o dramalhão é um pouco excessivo em alguns momentos, o que me incomoda um pouco pois prefiro a sutileza - mas claro, isso é pessoal :) Para assistir online clique aqui

2. Um Condenado à Morte Escapou (1956)
(drama, guerra, thriller)


Baseado na história do ativista da resistência francesa Andre Devigni, que acaba preso durante a ocupação alemã na França e é condenado à morte. O que alimenta sua esperança é a preparação de um plano para fugir do seu destino.


É difícil explicar o quão bom esse filme é: filmado com poucos recursos e em poucos ambientes diferentes, Um Condenado à Morte Escapou impressiona pelas atuações (principalmente do protagonista), pela perfeição dos mínimos detalhes, pela fotografia lindíssima e por envolver o espectador ao máximo. É uma história real conduzida com um tom de melancolia e fugindo de qualquer clichê. Enfim, fantástico. Para fazer o download clique aqui

3. Primavera para Hitler (1967)
(comédia)


Max Bialystock é um produtor teatral em uma maré de má sorte, que namora mulheres idosas com dinheiro para conseguir financiamento para suas novas peças. Entretanto, Max realmente acredita ter descoberto uma grande jogada quando conhece Leo Bloom, um contador que ao conversar com ele expõe a tese de que um fracasso pode ser mais lucrativo que um sucesso, bastando que se venda o espetáculo para diversas pessoas e fazer de tudo para que ele seja um retumbante fracasso, com sua temporada durando apenas um dia, pois assim não existirá lucro e todo o dinheiro que foi investido irá parar no bolso daquele que vendeu os direitos da peça. Após uma certa relutância, Leo se une a Max para montarem o pior musical que a Broadway já viu: "Primavera para Hitler".


As vezes tudo o que a gente precisa é de uma comédia, né? Primavera para Hitler é um clássico extremamente original e divertidíssimo, que inclusive ganhou um remake em 2005. Não é um filme de gargalhar, mas consegue divertir com sua mistura de humor 'pastelão' e humor sarcástico. Até quem não é muito fã de comédia (eu??) vai gostar. Para fazer o download clique aqui.

4. Jules e Jim - Uma Mulher para Dois (1962)
(drama, romance)


Na virada para o século XX, Jules e Jim são dois amigos que se apaixonam pela mesma mulher, Catherine, que acaba casando com Jules. Depois da Primeira Guerra Mundial, quando eles se reencontram na Alemanha, Catherine começa a amar Jim.


Já deu pra perceber que estou numa época de clássicos 60's, né? hahah Eu gosto muito da temática de triângulo amoroso e a forma com que o amor (e a amizade) são discutidos em Jules e Jim me agradou muito. Tem personagens muito bem construídos e diálogos sensacionais, inteligentes. Para fazer o download clique aqui

5. Quando Se Tem 17 Anos (2016)
(drama, romance)


Damien vive com a mãe, uma médica, enquanto seu pai foi enviado para a África Central. O menino, homossexual, é agredido por um outro garoto na escola, Tom, cuja mãe adotiva está doente. A repulsa e violência entre eles é ainda mais incitada quando a mãe de Damien decide dar abrigo a Tom.


A homossexualidade ainda é pouco abordada no cinema, e quando isso ocorre ainda temos de lidar com vários clichês que foram se formando ao longo do tempo. Quando Se Tem 17 Anos me encantou do início ao fim - e até entrou para a minha lista de favoritos. Não é um filme livre de clichês (na verdade, bem longe disso) mas ele certamente consegue se desenvolver de maneira satisfatória mesmo assim. A trama é muito mais complexa que um simples romance, consegue abordar o luto, a adoção, a desigualdade social e muitos outros assuntos nas entrelinhas. A construção do romance também não decepciona de forma alguma, é tudo construído de maneira lenta e verossímil e no fim das contas o filme é super sensível e bonito. As diferenças entre os personagens tornam tudo mais interessante. Para fazer o download clique aqui


OOTD: Saia com Estampa de Fases da Lua


Sabe aquela peça de roupa que você sabe, no momento em que bate os olhos nela, que vai se tornar a sua favorita? Quando eu vi essa saia midi com estampa de fases da lua na Rosegal eu me apaixonei e esperei ansiosa pela entrega. E quando finalmente chegou, achei ainda mais linda pessoalmente. Parece que todas as minhas outras saias são tão sem graça agora, comparadas a essa hahaah 

E como ela já é a estrela de qualquer produção, combinei com uma camisa branca de mangas curtas (essa é de brechó) e fitinha de cetim com laço, além do sapato boneca com detalhe de rebites. 









Saia: Rosegal | Sapato: Via Uno



O batom é uma misturinha entre vermelho e preto, acabou resultando num tom bem fechado. 

Eu amei tanto essa saia que até encomendei outra de modelo igual com outra estampa no site - as peças da Rosegal são maravilhosas, frequentemente com inspiração vintage. 

A loja está com várias promoções superlegais em relação ao mês da mulher, que vocês podem conferir nos links: women's day 2018, rosegal women's day, women's day special. E a Rosegal preparou um cupom de desconto pra vocês: basta digitar RGNancy no campo do cupom e receber um descontinho :)

Espero que vocês tenham gostado do post, não deixem de comentar aí embaixo o que acharam do outfit :)

Blogar nos dias de hoje - porquê e para quem?


Muita gente me pergunta porquê eu não faço vídeos pro YouTube. Porquê eu não migrei para essa plataforma que praticamente decretou o fim da era dos blogs, onde o conteúdo é muito mais instantâneo e de fácil acesso. 

Eu tenho vinte e dois anos. Peguei o boom dos blogs numa era em que ninguém sonhava usar essa plataforma como forma de sustento. Vivi a época em que blogs serviam realmente como diários, onde tínhamos liberdade para escrever e postar o que bem queríamos, e nossos links eram divulgados apenas aos amigos mais próximos, que alcançavam o privilégio de poderem ler nossas confidencialidades. Só anos mais tarde que os blogs adquiriram um formato parecido com o que conhecemos hoje eu dia. Em meu primeiro blog eu costumava publicar pequenos contos e crônicas que escrevia - quando atingia cinquenta visualizações mensais era o ápice, motivo de grande felicidade.

E então os blogs passaram a se tornar relevantes, uma nova mídia que fazia de blogueiras subcelebridades - e os números subiram às nossas cabeças. Mil visualizações diárias eram motivo de tristeza. E pouco a pouco, perdeu-se a essência de escrever e ler o conteúdo publicado nessas plataformas, que foi ficando cada vez mais impessoal e genérico. 

Eu sou uma pessoa tímida. Hoje nem tanto quanto há alguns anos, mas ainda assim bastante tímida. A ideia de falar em frente a uma câmera (mesmo que sejamos apenas eu e ela) ainda me dá calafrios. O tempo levou embora muitas das minhas neuroses, mas essa eu não sinto o dever de me desfazer. Pra quê sofrer por algo que pra mim é um hobbie? Porquê me obrigar a fazer algo que não quero para simplesmente seguir o que esperado? 

É claro que os vídeos roubaram grande parte dos público que lia blogs. Mas muitos de nós permanecem por aqui. Escrever (e ler) ainda funcionam como uma espécie de libertação para muitas pessoas - incluindo eu mesma. E a despeito disso, continuaremos insistindo em permanecer na blogosfera :)

Filmes da Semana: Audrey Hepburn, sci-fi e pós-guerra


O post de hoje tem filmes bem interessantes, de diversos gêneros e épocas - e inclusive um filminho que entrou para os meus favoritos. 

1. Minha Bela Dama (1964)
(drama, musical)


Henry Higgins, um intelectual e professor de fonética, aposta que conseguirá, no período máximo de seis meses, transformar Eliza Doolittle, uma simples florista de rua que não sabe falar direito, em uma dama. Mas a tarefa se mostra muito mais difícil do que tinha sido imaginada originalmente.


Um musical com protagonismo da Audrey Hepburn não pode ser uma má escolha, e mesmo tendo quase três horas de duração, esse aqui não cansa em nenhum momento. Como nada é perfeito, o filme mostra o peso da idade com um protagonista absurdamente machista e várias passagens totalmente dispensáveis. Ainda assim, Audrey compensa. Para fazer o download clique aqui

2. Politécnica (2009)
(drama, policial)


Valérie e Jean-François estudam na Escola Politécnica de Montreal, em 1989. Em um dia do mês de dezembro, um acontecimento brutal provoca mudanças irreversíveis em suas vidas. Um jovem de 25 anos entra na escola com um rifle em mãos e o objetivo de assassinar todas as mulheres que cruzarem seu caminho. Motivado pelo estrago que as feministas teriam feito à sua vida, opera um massacre que faz mais de uma dúzia de vítimas e se suicida em seguida.


Filmes baseados em fatos reais, sobretudo eventos trágicos, costumam ser pesados e chocantes - Politécnica não fica atrás. Assisti-lo é como levar um soco no estômago, mesmo que não hajam de fato cenas apelativas, toda a emoção que o filme evoca é muito tocante. A fotografia em preto e branco é lindíssima. Para fazer o download clique aqui

3. Minority Report - A Nova Lei (2002)
(ação, ficção científica, mistério, suspense)


Washington, 2054. O assassinato foi banido, pois há a divisão pré-crime, um setor da polícia onde futuro é visualizado através de paranormais, os precogs, e o culpado é punido antes do crime ter sido cometido. Quando os três precogs, que só trabalham juntos e flutuam conectados em um tanque de fluido nutriente, têm uma visão, o nome da vítima aparece escrito em uma pequena esfera e em outra esfera está o nome do culpado. Também surgem imagens do crime e a hora exata em que acontecerá. Estas informações são fornecidas para um elite de policiais, que tentam descobrir onde será o assassinato, mas há um dilema: se alguém é preso antes de cometer o crime pode esta pessoa ser acusada de assassinato, pois o que motivou sua prisão nunca aconteceu? O líder da equipe de policiais é John Anderton, que perdeu o filho há seis anos atrás em virtude de um criminoso que o seqüestrou. O desaparecimento da criança o fez se viciar em drogas e ainda continua dependente, mas isto não o impede de ser o policial mais atuante na divisão pré-crime. Porém algo muda totalmente sua vida quando vê, através dos precogs, que matará um desconhecido em menos de trinta e seis horas. A confiança que Anderton tinha no sistema rapidamente se perde e John segue uma pequena pista, que pode ser a chave da sua inocência: um estranho caso que não foi solucionado e há um "relatório menor", uma documentação de um dos raros eventos no qual o que um precog viu é diferente dos outros. Mas apurar isto não é uma tarefa fácil, pois a divisão pré-crime já descobriu que John Anderton cometerá um assassinato e todos os policiais que trabalhavam com ele tentam agora capturá-lo.


Eu adoro ficção científica e estou sempre procurando por novas obras dentro do gênero. Apesar de Minority Report não ser um filme perfeito, não decepciona quem gosta do estilo. Tem uma trama futurista crível, com bons efeitos especiais mas que não roubam o destaque da trama, conflitos interessantes e reviravoltas que prendem a atenção. Para assistir online clique aqui. *Disponível na Netflix

4. Conduzindo Miss Daisy (1989)
(comédia, drama)


Atlanta, 1948; Uma rica judia de 72 anos joga acidentalmente seu Packard novo em folha no jardim premiado do seu vizinho. O filho dela tenta convencê-la de que seria o ideal ela ter um motorista, mas ela resiste a esta ideia. Mesmo assim o filho contrata um afro-americano como motorista. Inicialmente ela recusa ser conduzida por este novo empregado, mas gradativamente ele quebra as barreiras sociais, culturais e raciais que existem entre eles, crescendo entre os dois uma amizade que atravessaria duas décadas.


Um filme que sempre dispensei por pensar que seria 'bobinho', e que, na verdade, tem uma história fantástica e uma mensagem bonita e importante de pano de fundo. Filme leve, mas sensível e emocionante em alguns momentos. O racismo é abordado de forma superficial, mas o grande foco da obra é a relação de amizade entre os personagens centrais. Para fazer o download clique aqui

5. Umberto D. (1952)
(drama)


Na Itália do início dos anos 1950, enquanto a economia do país renasce, os idosos sofrem com as miseráveis pensões dadas pelo governo. Em Roma, Umberto Domenico Ferrari, um funcionário público aposentado, é despejado por não conseguir pagar o aluguel de seu quarto. Na companhia de seu único amigo, o cachorrinho Flike, Umberto vaga pelas ruas, buscando apenas um objetivo: viver com dignidade.


Se eu tivesse escrito a lista de filmes que mais me fizeram chorar recentemente, Umberto D. teria tido uma posição de destaque nela. Ultimamente tenho acredito que não é possível haver coração numa pessoa que assiste esse filme sem se emocionar. Filme extremamente sensível e fantástico em todos os seus detalhes: atuações, fotografia, trilha sonora. A obra é dos anos cinquenta mas parece ridiculamente atual. Certamente um dos melhores filmes que já assisti, entrou para a minha lista de favoritos. Só de ver as fotos acima já dá vontade de chorar de novo. Para assistir online clique aqui.

OOTD: Saia Verde e Blusa com Cerejinhas


Tenho tentado investir em saias lisas ultimamente, já que a maior parte das minhas são (bem) estampadas e as básicas fazem falta, justamente para poder combinar com blusinhas mais estampadas. Essa com fundo de poás e cerejas encontrei num brechó por R$8 e achei um amorzinho, tenho usado bastante. Aproveitei o verde das folhas das cerejas para combinar com a saia verde musgo da Zaful, que não chega a ser midi, tem um comprimento clássico - e tem bolsos <3





Saia: Zaful



Estou passando por aquela fase chata do cabelo curto: em que precisamos deixar crescer um pouquinho para mudar o corte e aí acaba ficando um pouco esquisitinho. Enquanto isso, vou tentando me virar como dá hahah.

Espero que vocês tenham gostado do post de hoje, me contem o que acharam do outfit nos comentários <3